Imprensa Maria da Graça Carvalho reeleita vice-presidente da Comissão das Pescas no Parlamento Europeu

Notícias | 25-01-2022 in NO Revista

A eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho foi reeleita, com grande margem, vice-presidente da comissão das Pescas (PECH) do Parlamento Europeu, renovando o cargo para o qual tinha sido escolhida em abril do ano passado.

Na votação, em que teve a oposição da francesa France Jamet (I&D), a portuguesa somou 22 votos favoráveis, contra apenas três da sua oponente.

Nesta comissão, de “grande interesse estratégico para Portugal”, Maria da Graça Carvalho advoga que tem procurado contribuir para soluções que “conjuguem a conservação com a valorização dos empregos e indústrias ligados à economia do mar”.

“A minha posição de princípio é que devemos encontrar formas inovadoras e sustentáveis de aproveitar a riqueza dos oceanos assegurando ao mesmo tempo a saúde dos mesmos”, resume.

Durante a sua última passagem pela Comissão Europeia, esteve envolvida na publicação “Food from the Oceans”, elaborada ao abrigo do Mecanismo de Aconselhamento Cientifico (SAM), a qual “identifica estratégias muito inovadoras para o aproveitamento sustentável dos nutrientes fornecidos pelo mar, nomeadamente ao nível dos nutrientes que não interferem com a cadeia trófica dos grandes predadores, como as algas e o plâncton, não apenas para consumo humano direto mas para a produção de fontes de proteína como os bivalves”.

Entre diversos dossiês que acompanha na comissão PECH, Maria da Graça Carvalho é relatora-sombra da “Proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece medidas de conservação e de gestão aplicáveis na zona da Convenção das Pescas do Pacífico Ocidental e Central, e que altera o Regulamento (CE) n.º 520/2007 do Conselho”, proposta essa que será votada esta terça-feira na mesma comissão.

A eurodeputada portuguesa apresentou, em nome do grupo do Partido Popular Europeu, várias emendas a esse documento. Entre estas incluem-se: salientar a importância das atividades de investigação e inovação que devem acompanhar o aperfeiçoamento das técnicas e práticas de pesca; a inclusão de mais referências à necessidade de limitar as atividades que aumentam a poluição marinha, certificando-se de que todos os comandantes das embarcações seguem as mesmas práticas para limitar a presença de materiais plásticos; e acrescentar no texto referências específicas sobre a necessidade de combater a pesca ilegal, dando como exemplo as práticas dos operadores europeus.

 

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