Work in Parliament Líderes de cinco grupos políticos pressionam Conselho Europeu a aprovar diretiva sobre mulheres nos conselhos de administração, em carta também subscrita por Maria da Graça Carvalho

Other Reports | 08-10-2020

Numa invulgar posição de força conjunta, os presidentes de cinco dos principais grupos políticos no Parlamento Europeu, os coordenadores de duas comissões parlamentares e os relatores da diretiva “Women on Boards”, entre os quais a eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho, enviaram nesta quinta-feira uma carta ao Conselho Europeu, defendendo que “o momento de termos mais mulheres nas administrações das empresas é agora”.

A diretiva “Women on Boards estabelece o objetivo de que pelo menos 40% dos lugares de administradores não-executivos das sociedades cotadas em bolsa sejam ocupados “pelo género mais sub-representado” – em geral, as mulheres. Apesar de ter sido aprovada por ampla margem pelo Parlamento Europeu, já em 2013, ainda não foi sequer alvo de uma primeira posição por parte do Conselho, onde a discussão tem sido bloqueada por alguns países.

Um impasse que os eurodeputados consideram ter de terminar de imediato, na carta dirigida ao presidente do Conselho, Charles Michel, à chanceler alemã, Angela Merkel, e ao ministro de Estado alemão, Michael Roth.

Além dos presidentes de cinco das principais famílias políticas no hemiciclo de Bruxelas - Manfred Weber (PPE), Iratxe García-Perez (S&D), Dacian Cioloș (Renew Europe), Philippe Lamberts e Ska Keller (copresidentes Green/ALE) e Manon Aubry e Martin Schirdewan (copresidentes GUE/NGL) – a carta é assinada pelos coordenadores das comissões dos Assuntos Jurídicos (JURI) e dos Direitos das Mulheres e Igualdade dos Géneros (FEMM), assim como por todos os relatores e relatores-sombra da diretiva.

Entre estes, Maria da Graça Carvalho, que é relatora-sombra da diretiva “Women on Boards” pelo PPE. Para a eurodeputada portuguesa, este consenso “é mais um sinal muito animador de que, finalmente, poderemos passar das palavras aos atos nesta matéria”. A eurodeputada espera também encontrar “mais recetividade à mudança por parte do Conselho”, lembrando que “um dos países que se opunham à diretiva, o Reino Unido, já não faz parte da UE e Espanha e Alemanha têm mostrado disponibilidade para reverem as suas posições”.

Atualmente, de acordo com dados do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE), as mulheres representam menos de 30% dos membros dos conselhos de administração e apenas 8% dos CEO das principais cotadas da Europa.

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