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UE/Energia: Açores e Madeira comprometem-se a reduzir emissões em 20% até 2020 (Agência LUSA)

2011-04-12

As regiões autónomas dos Açores e da Madeira assinaram hoje em Bruxelas, junto com cerca de 60 ilhas europeias, um acordo para implementar planos energéticos sustentáveis, que permitam reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

No acordo, o Pacto das Ilhas, as autoridades insulares prometem adotar, e submeter à Comissão Europeia dentro de um ano, um plano de ação para a energia sustentável nas ilhas, bem como mobilizar investimentos em energias sustentáveis nas regiões insulares europeias, entre outras medidas, incluindo a preparação de planos de implementação para reduzir emissões de dióxido de carbono.

As administrações das comunidades das ilhas europeias comprometeram-se a ir para além dos objetivos da União Europeia de reduzir em 20 por cento, até 2020, as emissões de dióxido de carbono, tal como os municípios europeus já o haviam feito, num pacto assinado em 2009.

"Este é um documento muito importante para cada ilha e deve ser apropriado pelos decisores aos níveis mais altos porque será, de certa forma, uma agenda política até 2020, porque inclui todos os setores económicos e sociais em cada ilha", afirmou, num discurso na cerimónia, a eurodeputada portuguesa Maria da Graça Carvalho.

Para José do Álamo Meneses, Secretario Regional do Ambiente e do Mar dos Acores, a região autónoma tem "grande empenho em participar, porque as ilhas são as mais vulneráveis em termos de alterações climáticas e são, ao mesmo tempo, ambientes com um grande potencial de produção energética".

O responsável disse a agência Lusa que a produção energética nos Açores já cresce mais depressa do que a procura e que ilhas como São Miguel já consegue produzir de forma sustentável e renovável cerca de 70 por cento da energia que necessita faltando, no entanto, resolver o problema do seu armazenamento.

"O Pacto das Ilhas coloca-nos num ambiente extremamente útil de troca de experiências, com a possibilidade de se formarem redes. A nossa expetativa vai sobretudo para a área da inovação, porque há muito trabalho a fazer na investigação energética em ambiente insular, nomeadamente sobre a estabilidade de frequência da rede energética", disse Álamo Meneses.

O tratado revela " uma vontade de cooperação inter-regional", disse à agência Lusa Melim Mendes, presidente da agência de Energia e Ambiente da Madeira, região que, afirmou, "já tem vindo a ser uma referência internacional" na área da inovação energética aplicada às ilhas.

"A grande jazida de oportunidade é a utilização racional de energia, a eficiência energética, que é politicamente mais difícil de implementar. A iniciativa de hoje também é uma boa ajuda para despertar o interesse dos decisores políticos", acrescentou Melim Mendes.

RBV

Lusa/Fim