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Relatório do Programa Específico de Execução do Horizonte 2020 aprovado por unanimidade na Comissão de Indústria do Parlamento Europeu

Relatório do Programa Específico de Execução do Horizonte 2020 aprovado por unanimidade na Comissão de Indústria do Parlamento Europeu

2012-11-28 - Informação à Imprensa

Relatório do Programa Específico de Execução do Horizonte 2020 da autoria de Maria da Graça Carvalho, foi hoje aprovado por unanimidade na reunião da Comissão de Indústria, Investigação e Energia do Parlamento Europeu.

O texto de reage ao documento que a Comissão Europeia apresentou em 30 de Novembro de 2011 e irá "definir em detalhe as temáticas prioritárias para a investigação e inovação para o período de 2014-2020. As três prioridades estabelecidas no Horizonte 2020: a «Excelência Científica», a criação de «Liderança Industrial» e respostas aos «Desafios Societais».

Para a deputada "este programa é o instrumento de financiamento mais importante de que dispõe a União Europeia para inovação e investigação. O Horizonte 2020 é crucial para a Europa sair da crise. Se a Europa quer crescer tem de ser competitiva em inovação e investigação".

Para além da Excelência como principal critério para a participação, o novo programa propõe a criação de sinergias com os Fundos Estruturais. Segundo a relatora "o Horizonte 2020 deverá ser articulado e complementado com os Fundos Estruturais. Estes deverão, por um lado, capacitar o tecido empresarial, através de financiamento aos equipamentos e aos recursos humanos, a desenvolver projectos nas áreas prioritárias do Horizonte 2020 e, por outro, a valorizar os resultados da investigação desenvolvida ao abrigo do Horizonte 2020"

Em relação à indústria, Graça Carvalho defende que o "Horizonte 2020 pretende incentivar a intervenção activa das pequenas e médias empresas europeias - essenciais para a melhoria da competitividade da economia; contrariando assim a tendência dos últimos anos nos quais a participação da indústria nos programas europeus de ciência e inovação tem vindo a decair".

Outra das novidades do programa é a preocupação de criar condições para aumentar o emprego dos jovens cientistas; "o emprego jovem é um problema que a Europa tem de encarar de frente. Por isso as regras de participação nos projectos serão desenhadas de modo a envolver o maior número possível de investigadores ainda desvinculados dos centros de investigação. Assim o programa contribuirá também para contrariar a fuga de cérebros do espaço europeu".

O programa apresenta soluções científicas e técnicas para os problemas que a sociedade actual enfrenta, com grande ênfase na saúde, envelhecimento activo, energia limpa, bioeconomia e transportes sustentáveis.

Dentro do terceiro pilar dedicado aos desafios societais, a relatora introduziu temas de grande interesse para Portugal como o mar, e as florestas.

As negociações entre o Parlamento Europeu, o Conselho Europeu e a Comissão Europeia, começarão no início de Janeiro.