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"O corte de fundos europeus será dramático" Diário Económico

"O corte de fundos europeus será dramático" Diário Económico

2012-10-15

Um corte de fundos europeus será "dramático para Portugal". A eurodeputada do PSD, Graça Carvalho diz ao DE que foi "quebrada a confiança entre o Governo e os portugueses"  
 
Portugal só pode contar com os fundos europeus para garantir investimentos, neste clima de austeridade. Por isso será dramático que haja um corte nos fundos europeus como pretendem alguns países como o Reino Unido. O alerta é de Graça Carvalho, eurodeputada do PSD responsável pelo relatório sobre o programa Horizonte 2020. A ex-ministra do ensino superior diz que houve "uma quebra de confiança entre o Governo e os portugueses que está a estragar o esforço imenso feito até agora".  
 
A comissária da Inovação disse que a aprovação do Horizonte 2020 é a batalha das nossas vidas. Porquê?  
 
É a batalha das nossas vidas. E isso tem sido dito por todos os políticos. São precisas acções e investimento em Ciência e na Inovação, para além da austeridade. Este é um programa que promove a competitividade da indústria e se dissermos que não há financiamento para este programa. O valor apresentado pela Comissão Europeia é o mínimo que corresponde a manter os níveis de financiamento previsto para 2013.  
 
Num cenário de crise em Portugal qual a importância da aprovação deste programa?  
 
Os financiamentos europeus são os únicos disponíveis para investimento. Uma situação que vai continuar enquanto tivermos esta situação de austeridade. Não haverá financiamento público do Orçamento de Estado, a não ser para co-financiar projectos de fundos comunitários. Se houver um corte dramático de fundos europeus será dramático para países como Portugal.  
 
Como é que o Horizonte 2020 pode ajudar a criar emprego?  
 
O programa Horizonte 2020 está todo desenhado para atrair um número máximo de investigadores e também evitar que os que se formam na Europa tenham que sair, como está a acontecer em Portugal. Estas quadros ao ir para fora estão a apoiar as economias fora da Europa. Mais importante é que o objectivo último é que os resultado da investigação a que estamos a dar prioridade e os resultados dos projectos sejam em áreas que produzam riqueza.  
 
Como é que os países no Parlamento Europeu olham para Portugal?  
 
Os esforços que os portugueses têm feito são muito bem vistos e reconhecidos pelos europeus e pelos meus colegas. Portugal teve boas notícias das Finanças públicas, conseguiu ir aos mercado com sucesso e também a decisão do BCE que era essencial para toda esta estratégia, para além das boas notícias com o tribunal constitucional alemão fico com a sensação que não tivemos tempo de gozar dessas boas notícias. De um momento para o outro, por uma falha da estratégia de comunicação, houve uma gota de água que fez transbordar o copo e cortou a relação de confiança que havia entre a população e o governo. Neste momento esta falta de confiança está a estragar o esforço imenso feito até agora, o que é uma pena Porque se fez um imenso esforço reconhecido por fora. As avaliações foram positivas, foi libertada um nova tranche. Vamos ver se conseguimos reganhar essa confiança e tirar partido do que foi feito porque estamos quase lá.  
 
Que desfecho vê para esta situação?  
 
O Governo vai ter que fazer r um esforço para reganhar a confiança da população com maior confiança e diálogo com parceiros sociais. Nem tivemos 24 horas de descanso quando vieram as notícias boas veio este momento menos feliz que As medidas têm que ser muito bem explicadas, nomeadamente o aumento de impostos.