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Inovar para ganhar competitividade (Diário Económico)

2013-01-17

Europa aposta no sector da saúde para ganhar competividade e Portugal terá uma palavra a dizer.  

Notícia do jornalista António de Albuquerque.

A Comissão Europeia quer reforçar a competitividade económica da Europa e conta com o sector da saúde como um dos que mais pode contribuir para esse reforço. É que neste sector a Europa tem de dar passos muito significativos já que os Estado Unidos lideram de forma distanciada o sector. A título de exemplo, em 2011, os EUA eram responsáveis por 41,8% do mercado mundial, enquanto a Europa ficou apenas pelos 26,8%. No âmbito da Estratégia Europa 2020, a Comissão prevê afectar 80 mil milhões de euros ao Quadro Estratégico Comum para a Investigação e a Inovação para o período de 2014-2020, dos quais mais de 24,5 mil milhões e 17,9 mil milhões serão afectos à ciência e inovação industrial, respectivamente. Aliás, posicionar a Europa no mundo por forma a conquistar competitividade com uma meta em 2020 é uma das temáticas que será debatida hoje "IX Conferência Indústria Farmacêutica - Um perspectiva Global sobre Saúde, Ciência e Tecnologia" promovido pela empresa MSD em parceria com o Diário Económico.  
 
Um debate que vai contar com a presença da ex-ministra da Ciência e Ensino Superior e actualmente eurodeputada, Maria da Graça Carvalho e a investigadora, vencedora do prémio Pessoa e responsável máxima pelo Instituto de Medicina Molecular, Maria do Carmo Fonseca. Um debate que não será alheio o contributo de Portugal para a competitividade do sector na Europa. Segundo os últimos números do Eurostat referentes a 2010, Portugal contribuiu com pouco mais de 42 milhões de euros em investigação num 'bolo' europeu que ascendeu a 21,9 mil milhões de euros.  
 
Mas a tendência é para crescer, tanto ao nível da investigação nas universidades como nas empresas, como salienta Joaquim Cunha, director executivo do Health Cluster Portugal, que tem como missão tornar Portugal num 'player' competitivo no sector da saúde e que agrega as principais empresas e universidades. "Os cientistas portugueses são cada vez mais reconhecidos nos EUA, Reino Unido, Alemanha, França e Holanda e ao nível da investigação nas empresas, Portugal tem vindo a ganhar posição, e vão começando a surgir com maior frequência casos de produtos e serviços inovadores", enfatiza o mesmo responsável.  
 
Joaquim Cunha não deixa de traçar o futuro que passa pela internacionalização, que "tem vindo a ser promovido pelo HCP, envolvendo os seus associados e outras entidades com um papel neste domínio comoé o caso do AICEP, IAPMEI / Enterprise Europe Network, Infarmed, e INPI".