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"A União Europeia deve manter o seu papel de liderança na luta contra as Alterações Climáticas"

"A União Europeia deve manter o seu papel de liderança na luta contra as Alterações Climáticas"

2012-12-03 - Informação à Imprensa

Maria da Graça Carvalho foi nomeada pelo quarto ano consecutivo, membro da delegação que o Parlamento Europeu enviará à 18ª reunião da Conferência do Clima - COP 18, que se realiza em Doha, Qatar, de  3 a 8 de Dezembro de 2012, representando o Partido Popular Europeu e a Comissão de Indústria, Investigação e Energia.

A deputada europeia reivindica o papel de liderança da UE nas alterações climáticas e afirma que a União Europeia deve falar a uma só voz, numa concertação entre o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o Conselho Europeu.

Neste sentido, congratula-se uma vez mais com o acordo alcançado em Durban onde a UE propôs um roteiro conducente a um acordo global que substituirá o protocolo de Quioto. O acordo, Plataforma de Durban, será negociado até 2015 para entrar em vigor em 2020.

Para a deputada, em Doha, "a União Europeia deverá tentar manter intacto o pacote de decisões acordadas no ano passado em Durban e levar por diante todos os seus elementos, a fim de dar um passo mais perto do Acordo de 2015 e fazer progressos na acção climática no mesmo período".

Na COP 17 também ficou decidido que o segundo período de cumprimento no âmbito do Protocolo Quioto começaria em 2013 e prosseguiria até 2017 ou 2020, até à entrada em vigor de outro acordo internacional seu sucessor.

Para Graça Carvalho, da conferência de Doha deverá também resultar um segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto a partir de 1 Janeiro de 2013, incluindo regras necessárias para a sua implementação. Contudo, declara ser "a favor um período de compromisso de oito anos que termine em 31 de Dezembro de 2020".

Maria da Graça Carvalho considera que foi um aspecto muito positivo da Conferência de Durban o facto de ter lançado as bases para ultrapassar as antigas divisões rígidas entre "países desenvolvidos" e "países em desenvolvimento" e acrescenta que "em Doha é fundamental alcançar uma nova estrutura, global e mais abrangente, para as futuras negociações".

A deputada também é a favor que as abordagens sectoriais sejam incluídas num quadro internacional de acções em matéria de clima posterior a 2012.